Era uma vez um casal de septuagenários que vivia num lindo palácio... durante o dia!
Ele já tinha sido alguém na vida, agora também mas andava cansado, velho, deprimido e com vontade de sossego (vulgo: sopas e descanso).
Ela tinha sido professora e agora tomava as rédeas do PODER, e também cuidava do seu querido marido.
Era uma família bonita com um casal de filhos e amavam bastante os seus netinhos com quem iam à missa todos os domingos.
O Aníbal teria sido, porventura, em seu tempo, um homem duro, decidido, capaz, voraz e porventura parvo.
A Maria devido ao avançado estado de debilidade que Anibal denunciara nos ultimos tempos, tentava ajudar a que um navio que mais parecia um pequeno bote cheio de buracos, não fosse ao fundo. Na verdade os buracos aumentavam e o mais que provável destino daquele navio seria mesmo o NAUFRÁGIO.
Viviam numa singela habitação mas durante o dia viviam num Palácio.
Durante o tempo que passavam no palácio, ele lia umas folhas impressas e ela... não sei!
Por vezes saiam, para visitar escolas, creches, lares (servia também de prospecção de um desses lares para o futuro, não vá o diabo tecê-las) e às vezes até plantavam árvores. Bonito não é?
O Anibal era um rapaz muito solicitado, e a Maria ia sempre com ele para ver se ele não dizia asneiras, e dizia-lhe sempre para em caso de dúvida pedir ajuda a Nº Srª de Fátima, pois ela era uma santinha muito experiente em matérias complicadas, até conseguia resolver problemas que pareciam impossiveis de resolver!
O fim do dia era um momento especial, e os olhares ternurentos e cumplices que trocavam, denotavam um desejo fofinho de chegar a casa, calçar as pantufas, jantar um copinho de café com leite e um pãozinho com manteiga (porque à noite as digestões são dificeis nesta idade) não esquecendo os comprimidos para a tensão arterial do Aníbal preparados carinhosamente pela Maria, ver a novela da TVI e depois dormir em conchinha para estar fresquinho às 7 da manhã para mais um dia COMPLICADO!
quinta-feira, 20 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Decidi reactivar a coisa por razões obvias:
Há coisas que me atormentam.
Li uma publicação que dizia que 20 (repito 20)administradores de empresas publicas custam em ordenados por ano aproximadamente 52.000.000€ (repito 52.000.000).
Se essas pessoas ganhassem um ordenado de 10.000€ (repito 10.000€), realidade que eu e mais de 95% (repito 95%) da população portuguesa nunca calculará o que é nem parecido, seriam poupados aproximadamente 49.000.000€ (repito 49.000.000€).
Agora:
Se esse valor fosse distribuído pelos reformados com uma pensão mínima de aproximadamente 240€/mês (repito (240€/mês), esses que trabalharam uma vida toda sem descontar para a segurança social (porque não existia) e cuja metade (ou mais) desse valor fica na farmácia, equivaleria a que 20.000 (repito 20.000) dessas pessoas recebesse um suplemento de mais de 200€/mês dando um total de 450€/mês para que essas pessoas não passassem mais de 15 ou 16 horas sem comer porque não podem.
Dá que pensar no mundo em que vivemos!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Era uma vez...
era uma vez o menino zezinho.
era um menino traquinas, bem disposto e que gostava muito dos amigos que tinha por perto.
criava perto dele um certo grupo capaz de fazer um sem número de travessuras aos outros meninos que não conseguiam fazer parte daquele "grupinho"
diga-se de passagem que o zezinho era um rapaz que dominava as brincadeiras, e geralmente conseguia por à sua volta todas as atenções, da mesma forma que todos gostavam de o ouvir.
o zezinho era um rapaz que até por sinal não gostava muito de ser contrariado de tal forma que, quando não levava a sua avante, franzia o sobrolho, pondo todos em sentido.
Um dia, o zezinho vendo que lhe faziam frente num grupo similar, mas com uma manifesta falta de liderança forte como era característica do seu grupo, decidiu revolucionar a coisa por forma a que o seu grupo ainda se tornasse mais forte.
mas esqueceu-se que o outro grupo, apesar de menos bem liderado, era maior e valeu-se disso mesmo.
e então o menino zezinho AMUOU e disse:
"-Assim não quero brincar!!"
terça-feira, 15 de março de 2011
ausencia justificada...
pois é...
porque resolvi encher o saco...
deixei por uns tempos de escrever, porque não tinha "assunto"
deixei de ter assunto porque resolvi adopatar uma terapia anti-depressiva
deixei de ver notícias... e que bem que soube... liberta.
mas há coisas mais fortes que nós e que nos perseguem constantemente por mais que fujamos delas. Fugimos da notícia mas ela persegue-nos:
"- Não, não quero mais!"- digo eu
"- Anda cá não fujas!" - diz a notícia
"-Mas eu não quero mais!" - replico eu novamente.
"-Mas quem te perguntou o que tu querias?!?!" - excalma a notícia com ar sobranceiro.
...
é mesmo disso que se trata. Quem nos perguntou a opinião? quem disse que contava?
ontem mesmo, estava eu a ver o Canal Panda quando me sento no sofá, por descuido, justamente em cima do telecomando, e eis que inadvertidamente a televisão muda para a SIC Notícias, no preciso momento em que está a falar aquele senhor que ganhou imensos cabelos brancos desde que tomou para si os desígnios do país. (certamente que os cabelos brancos derivarão das preocupações que teve em arranjar forma de "foder" a vida aos outros)
"-ah e tal... todos temos que tomar consciência de que são precisos sacrifícios para ultrapassar esta sit..."
será que são mesmo todos?!?!
Porque será que neste ano de grandes dificuldades, aumentaram abruptamente o número de milionários, e aqueles que já o eram ainda ficaram mais?
Santa paciência!!
Deixo aqui, um repto:
Anda tudo com medo do FMI.
Será mesmo que é assim tão mau?
É.
Mas não para nós. Pior dificilmente ficará. Mau será para os inúmeros institutos publicos, fundações e demais "coisas" criados pelos governos para satisfazer favores eleitorais a um número inquantificado de pessoas do aparelho partidário, por forma a passados 4 anos ficarem reformados aos 35 anos e a receberm pensões mensais equivalentes a 2 anos de trabalho de um qualquer operário deste país.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
absolutamente genuíno...
ainda que a frio, é certo que é obrigação moral escrever sobre algo que me acompanha desde que respiro...
lá na terra (ou cá na terra que assim me sinto mais próximo), respira-se uma micro sociedade-comunidade que perdura e perdurará assim os mais novos mantenham o espírito que por ali se vive...
falo do Bairro António Festas, ou Zona do Crime ou BDI (Bairro dos Índios)
em pequeno quase que de uma zona interdita se tratava, ou melhor, era melhor ir acompanhado com um "nativo", ou vários dos nossos para um jogo de futebol agendado há umas semanas
é certo que, mais não era que um mito
é certo que, o que ali se passava era, e é, um conceito de unidade ímpar
difícil de explicar para quem está longe, nunca viu nem sentiu...
descobre-se uma simbiose perfeita entre velhos e novos e entre famílias
qual conceito "um por todos e todos por um" levado ao extremo...
ainda se brinca na rua (como antigamente), ainda se joga à bola na rua sem camisola, com pedras a demarcar os "postes" da baliza que se desviam quando passa um carro (e que bem que se joga ali pois é a "Cantêra do Redondense" como carinhosamente lhe chamo), ainda à encontros para as cartas no Café da Mata, ainda há bailes e "mastros" onde as minis sabem bem, ainda há namoricos no bairro, ainda é o Zé Faustino a tocar no baile porque sem ele seria diferente, ainda se joga à malha,
enfim... ainda continua tudo como deve continuar.
gosto desta gente porque é genuína, porque tem identidade e não tem receio de a esconder, e porque nos tempos que vivemos, a identidade escasseia
gosto desta gente porque sim, e depois?!?!?
lá na terra (ou cá na terra que assim me sinto mais próximo), respira-se uma micro sociedade-comunidade que perdura e perdurará assim os mais novos mantenham o espírito que por ali se vive...
falo do Bairro António Festas, ou Zona do Crime ou BDI (Bairro dos Índios)
em pequeno quase que de uma zona interdita se tratava, ou melhor, era melhor ir acompanhado com um "nativo", ou vários dos nossos para um jogo de futebol agendado há umas semanas
é certo que, mais não era que um mito
é certo que, o que ali se passava era, e é, um conceito de unidade ímpar
difícil de explicar para quem está longe, nunca viu nem sentiu...
descobre-se uma simbiose perfeita entre velhos e novos e entre famílias
qual conceito "um por todos e todos por um" levado ao extremo...
ainda se brinca na rua (como antigamente), ainda se joga à bola na rua sem camisola, com pedras a demarcar os "postes" da baliza que se desviam quando passa um carro (e que bem que se joga ali pois é a "Cantêra do Redondense" como carinhosamente lhe chamo), ainda à encontros para as cartas no Café da Mata, ainda há bailes e "mastros" onde as minis sabem bem, ainda há namoricos no bairro, ainda é o Zé Faustino a tocar no baile porque sem ele seria diferente, ainda se joga à malha,
enfim... ainda continua tudo como deve continuar.
gosto desta gente porque é genuína, porque tem identidade e não tem receio de a esconder, e porque nos tempos que vivemos, a identidade escasseia
gosto desta gente porque sim, e depois?!?!?
sexta-feira, 30 de julho de 2010
a era do Zandinga
vivemos neste momento na Era do Zandinga (vidente previsionista).
aparecem-nos frequentemente notícias que denunciam actividades menos lícitas por parte de figuras públicas
passo a enunciar:
Freeport
Casa Pia
PT
PT/TVI
Jornal Nacional
Independente
Gravadores roubados
eis senão que, surgem indícios de um "vigoroso" apuramento de responsabilidades, e da nossa parte também surge a nossa veia "Zandinguiana":
"-Ah! Isto não vai dar em nada!"
e não é que acertamos...
aparecem-nos frequentemente notícias que denunciam actividades menos lícitas por parte de figuras públicas
passo a enunciar:
Freeport
Casa Pia
PT
PT/TVI
Jornal Nacional
Independente
Gravadores roubados
eis senão que, surgem indícios de um "vigoroso" apuramento de responsabilidades, e da nossa parte também surge a nossa veia "Zandinguiana":
"-Ah! Isto não vai dar em nada!"
e não é que acertamos...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
a essência da natureza classíca...
ando às voltas com um restauro de uma motorizada que pertencia ao meu avô.
já tem aproximadamente 50 anos
o estado de "semi-decomposição" em que se encontrava, levou-me a gastar euros, tempo e quilómetros para encontrar pequenas partes em falta.
mas não é essa a razão que aqui me trás.
numa dessas incursões (porque de bate-boca se sabe onde ir), fui com 2 amigos de armas a uma localidade do concelho do Alandroal: O Rosário.
tratava-se de um septuagenário e sua respectiva esposa octogenária
o local foi o que mais se evidenciou. passo a descrever:
ao entrar deparei-me com uma pequena oficina de motorizadas onde uma amontoado de motorizadas e de peças para as mesmas, se confundia com várias caixas cheias de "coisas" relacionadas,
esta casa era uma antecâmara para o seguinte compartimento, uma tasca.
mesas de ferro com tampo em madeira imitadas por cadeiras no mesmo estilo, ao estilo dos anos 70.
Nas paredes os calendários de mulheres semi-nuas (ao qual a proprietária e esposa do proprietário é indiferente), e por detrás do balcão um sem número de artigos à venda que confundem e que nos levam a olhar durante largos minutos por forma a podermos ver tudo...
por fim, e quando pensava que se tinham acabado as surpresas... mais um compartimento, uma barbearia ao estilo antigo.
delicioso

oficina...


a tasca...

a barbearia...
já tem aproximadamente 50 anos
o estado de "semi-decomposição" em que se encontrava, levou-me a gastar euros, tempo e quilómetros para encontrar pequenas partes em falta.
mas não é essa a razão que aqui me trás.
numa dessas incursões (porque de bate-boca se sabe onde ir), fui com 2 amigos de armas a uma localidade do concelho do Alandroal: O Rosário.
tratava-se de um septuagenário e sua respectiva esposa octogenária
o local foi o que mais se evidenciou. passo a descrever:
ao entrar deparei-me com uma pequena oficina de motorizadas onde uma amontoado de motorizadas e de peças para as mesmas, se confundia com várias caixas cheias de "coisas" relacionadas,
esta casa era uma antecâmara para o seguinte compartimento, uma tasca.
mesas de ferro com tampo em madeira imitadas por cadeiras no mesmo estilo, ao estilo dos anos 70.
Nas paredes os calendários de mulheres semi-nuas (ao qual a proprietária e esposa do proprietário é indiferente), e por detrás do balcão um sem número de artigos à venda que confundem e que nos levam a olhar durante largos minutos por forma a podermos ver tudo...
por fim, e quando pensava que se tinham acabado as surpresas... mais um compartimento, uma barbearia ao estilo antigo.
delicioso

oficina...


a tasca...

a barbearia...
terça-feira, 1 de junho de 2010
é o sistema...
há no espectro empresarial e financeiro, uma forma universal para contornar um momento difícil com o qual não se consegue lidar.
quero dizer que por exemplo quando tentamos resolver um problema telefonicamente, ou não, e o nosso interlocutor por alguma razão menos cómoda:
"- Lamento mas neste momento, o sistema não funciona!!!
- quer isso dizer que não me pode resolver nada?
- Exacto, não consigo aceder ao seu processo
- Ah está bem!!"
e assim se resolve algo que não teve resolução
e ainda chamavam tonto ao Dr. Dias da Cunha, mas a diferença é que esse dizia que o que funcionava era o sistema... e bem!!!
quero dizer que por exemplo quando tentamos resolver um problema telefonicamente, ou não, e o nosso interlocutor por alguma razão menos cómoda:
"- Lamento mas neste momento, o sistema não funciona!!!
- quer isso dizer que não me pode resolver nada?
- Exacto, não consigo aceder ao seu processo
- Ah está bem!!"
e assim se resolve algo que não teve resolução
e ainda chamavam tonto ao Dr. Dias da Cunha, mas a diferença é que esse dizia que o que funcionava era o sistema... e bem!!!
terça-feira, 13 de abril de 2010
i´ve got a felling!!
Tenho cá uma sensação que...
não é a selecção quem me dá boas sensações.
- "Ò Gilberto Madail em vez de trazeres cá os Black Eyed Peas tenho uma solução bem melhor"
ora cá vai
não é a selecção quem me dá boas sensações.
- "Ò Gilberto Madail em vez de trazeres cá os Black Eyed Peas tenho uma solução bem melhor"
ora cá vai
terça-feira, 30 de março de 2010
ah pois
agora sim percebi porque razão não consegui vingar no Farmville...
nem boas colheitas,
nem água em abundância,
sementeiras descuidadas e a mau tempo...
os subsídios que não chegaram,
enfim tudo isso porque nem eu nem ninguém utiliza um bem primário para a agricultura:
o ALMANAQUE BORDA D´ÀGUA
(há 80 anos a prever o dia seguinte)
nem boas colheitas,
nem água em abundância,
sementeiras descuidadas e a mau tempo...
os subsídios que não chegaram,
enfim tudo isso porque nem eu nem ninguém utiliza um bem primário para a agricultura:
o ALMANAQUE BORDA D´ÀGUA
(há 80 anos a prever o dia seguinte)
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