Era uma vez um casal de septuagenários que vivia num lindo palácio... durante o dia!
Ele já tinha sido alguém na vida, agora também mas andava cansado, velho, deprimido e com vontade de sossego (vulgo: sopas e descanso).
Ela tinha sido professora e agora tomava as rédeas do PODER, e também cuidava do seu querido marido.
Era uma família bonita com um casal de filhos e amavam bastante os seus netinhos com quem iam à missa todos os domingos.
O Aníbal teria sido, porventura, em seu tempo, um homem duro, decidido, capaz, voraz e porventura parvo.
A Maria devido ao avançado estado de debilidade que Anibal denunciara nos ultimos tempos, tentava ajudar a que um navio que mais parecia um pequeno bote cheio de buracos, não fosse ao fundo. Na verdade os buracos aumentavam e o mais que provável destino daquele navio seria mesmo o NAUFRÁGIO.
Viviam numa singela habitação mas durante o dia viviam num Palácio.
Durante o tempo que passavam no palácio, ele lia umas folhas impressas e ela... não sei!
Por vezes saiam, para visitar escolas, creches, lares (servia também de prospecção de um desses lares para o futuro, não vá o diabo tecê-las) e às vezes até plantavam árvores. Bonito não é?
O Anibal era um rapaz muito solicitado, e a Maria ia sempre com ele para ver se ele não dizia asneiras, e dizia-lhe sempre para em caso de dúvida pedir ajuda a Nº Srª de Fátima, pois ela era uma santinha muito experiente em matérias complicadas, até conseguia resolver problemas que pareciam impossiveis de resolver!
O fim do dia era um momento especial, e os olhares ternurentos e cumplices que trocavam, denotavam um desejo fofinho de chegar a casa, calçar as pantufas, jantar um copinho de café com leite e um pãozinho com manteiga (porque à noite as digestões são dificeis nesta idade) não esquecendo os comprimidos para a tensão arterial do Aníbal preparados carinhosamente pela Maria, ver a novela da TVI e depois dormir em conchinha para estar fresquinho às 7 da manhã para mais um dia COMPLICADO!
