lá na terra (ou cá na terra que assim me sinto mais próximo), respira-se uma micro sociedade-comunidade que perdura e perdurará assim os mais novos mantenham o espírito que por ali se vive...
falo do Bairro António Festas, ou Zona do Crime ou BDI (Bairro dos Índios)
em pequeno quase que de uma zona interdita se tratava, ou melhor, era melhor ir acompanhado com um "nativo", ou vários dos nossos para um jogo de futebol agendado há umas semanas
é certo que, mais não era que um mito
é certo que, o que ali se passava era, e é, um conceito de unidade ímpar
difícil de explicar para quem está longe, nunca viu nem sentiu...
descobre-se uma simbiose perfeita entre velhos e novos e entre famílias
qual conceito "um por todos e todos por um" levado ao extremo...
ainda se brinca na rua (como antigamente), ainda se joga à bola na rua sem camisola, com pedras a demarcar os "postes" da baliza que se desviam quando passa um carro (e que bem que se joga ali pois é a "Cantêra do Redondense" como carinhosamente lhe chamo), ainda à encontros para as cartas no Café da Mata, ainda há bailes e "mastros" onde as minis sabem bem, ainda há namoricos no bairro, ainda é o Zé Faustino a tocar no baile porque sem ele seria diferente, ainda se joga à malha,
enfim... ainda continua tudo como deve continuar.
gosto desta gente porque é genuína, porque tem identidade e não tem receio de a esconder, e porque nos tempos que vivemos, a identidade escasseia
gosto desta gente porque sim, e depois?!?!?









