terça-feira, 28 de setembro de 2010

absolutamente genuíno...

ainda que a frio, é certo que é obrigação moral escrever sobre algo que me acompanha desde que respiro...

lá na terra (ou cá na terra que assim me sinto mais próximo), respira-se uma micro sociedade-comunidade que perdura e perdurará assim os mais novos mantenham o espírito que por ali se vive...

falo do Bairro António Festas, ou Zona do Crime ou BDI (Bairro dos Índios)

em pequeno quase que de uma zona interdita se tratava, ou melhor, era melhor ir acompanhado com um "nativo", ou vários dos nossos para um jogo de futebol agendado há umas semanas

é certo que, mais não era que um mito
é certo que, o que ali se passava era, e é, um conceito de unidade ímpar

difícil de explicar para quem está longe, nunca viu nem sentiu...
descobre-se uma simbiose perfeita entre velhos e novos e entre famílias

qual conceito "um por todos e todos por um" levado ao extremo...

ainda se brinca na rua (como antigamente), ainda se joga à bola na rua sem camisola, com pedras a demarcar os "postes" da baliza que se desviam quando passa um carro (e que bem que se joga ali pois é a "Cantêra do Redondense" como carinhosamente lhe chamo), ainda à encontros para as cartas no Café da Mata, ainda há bailes e "mastros" onde as minis sabem bem, ainda há namoricos no bairro, ainda é o Zé Faustino a tocar no baile porque sem ele seria diferente, ainda se joga à malha,
enfim... ainda continua tudo como deve continuar.

gosto desta gente porque é genuína, porque tem identidade e não tem receio de a esconder, e porque nos tempos que vivemos, a identidade escasseia

gosto desta gente porque sim, e depois?!?!?








5 comentários:

Anônimo disse...

um dia alguém se lembrou de escrever num velho poço "Zona do Crime". Recordo-me do poço mas não me ocorre qualquer tipo de crime. Em frente, a contrastar, ficava o banco dos amores. Hoje também já não está lá. Foi derrubado para dar direito a uma urbanização e a um campo de feiras. mas o Bairro António Festas continua lá, com a mesma identidade e sempre genuíno. Ali fala-se com pronúncia muito própria, as crianças jogam à bola na rua e vão aos pássaros com fisgas. Ali havia uma biblioteca..hoje já não há. Resta A Mata, que em tempos foi maltratada mas que, hoje,apresenta um ambiente agradável, embora seja pouco visitada.

Anônimo disse...

foi uma bela "sunset party" como os modernos lhe chamam agora...abraço
padilha

Anônimo disse...

ganda post

Anônimo disse...

fico contente por alguem escrever sobre esta gente boa gente mesmo

Anônimo disse...

adorei! é tal e qual como descreves! o meu filho adora ir para lá brincar! diz que adorava morar no BDI....é tudo gente boa, que não se envergonham de nada! e assim vivem felizes, e sempre em festa, coisa que no resto das zonas da vila não acontece